Mercado de café 2026: o que muda com a nova projeção da CONAB
O primeiro levantamento da CONAB, divulgado em 05/02, projeta que a safra brasileira de café em 2026 deve alcançar 66,2 milhões de sacas, um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo 2025.
Mesmo sem café físico no mercado, essa expectativa já provocou reação: os preços futuros começaram a se ajustar para baixo, refletindo a precificação antecipada de maior oferta.
Por que os preços futuros reagem antes da colheita?
O mercado de commodities opera sobre expectativa.
Investidores e indústrias ajustam posições com base em projeções de oferta e demanda — não na safra colhida.
Fontes internacionais como Bloomberg e Yahoo Finance indicam que o mercado passou a:
- antecipar maior disponibilidade de café em 2026
- reduzir posições compradas
- pressionar as cotações futuras, mesmo sem entrada física do produto
👉 Isso explica por que o preço reage antes do produtor ver qualquer mudança no campo.
Rentabilidade do café disparou nos últimos 5 anos
O mercado de commodities opera sobre expectativa. Investidores e indústrias ajustam posições com base em projeções de oferta e demanda — não na safra colhida.
Fontes internacionais como Bloomberg e Yahoo Finance indicam que o mercado passou a:
- antecipar maior disponibilidade de café em 2026
- reduzir posições compradas
- pressionar as cotações futuras, mesmo sem entrada física do produto
👉 Isso explica por que o preço reage antes do produtor ver qualquer mudança no campo.
Rentabilidade do café disparou nos últimos 5 anos
Segundo o Anuário Café 2025 – Campo & Negócios, a rentabilidade média por saca de 60 kg saiu de R$ 100,00 em 2020 para cerca de R$ 2.100,00 em 2025, uma variação próxima de 2.000%.
Em 2024, a saca chegou a R$ 3.000,00, marcando um recorde histórico.
Esse movimento foi impulsionado por:
- oferta global restrita
- eventos climáticos recorrentes
- recomposição lenta de estoques
- forte demanda internacional
Custos de produção também subiram (e muito)
O avanço da receita veio acompanhado de custos crescentes, pressionados por:
- insumos
- mão de obra
- energia
- irrigação
- tecnologia
Em 2024, os custos médios por saca variaram entre R$ 700,00 e R$ 1.000,00, dependendo da região.
Isso mostra que preço alto não garante margem — eficiência passou a ser determinante.
H2 – As previsões do mercado se confirmaram?
✔️ Sim.
As análises publicadas nos anuários de 2024 e 2025 da Campo & Negócios anteciparam corretamente:
- valorização dos preços
- aumento da volatilidade
- riscos estruturais da oferta global
Eventos pontuais, como o tarifaço dos EUA em 2025, tiveram impacto limitado no curto prazo. O que realmente moveu o mercado foram os fundamentos.
O novo jogo do café: eficiência do campo ao pós-colheita
Com preços mais voláteis e custos elevados, o produtor precisa atuar onde ainda há controle:
- redução de perdas
- padronização
- qualidade
- eficiência energética
👉 É nesse ponto que pós-colheita e secagem deixam de ser custo e passam a ser estratégia de margem.
Todo o conteúdo deste artigo foi desenvolvido e escrito por Rodrigo Mira, com base em sua expertise e experiência de mais de uma década no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio do café.
A inteligência artificial foi utilizada exclusivamente para apoio na diagramação, estruturação do texto e criação das imagens ilustrativas.







