Cinco erros que podem estar prejudicando a secagem do seu café

Publicado em 8 março, 2026

A secagem do café é um processo delicado que exige atenção e controle.

Mesmo produtores experientes podem cometer erros que acabam comprometendo a qualidade final do café.

Ao longo de anos visitando fazendas em diferentes regiões produtoras, alguns erros aparecem com frequência.

1. Temperatura excessiva no secador

Temperaturas muito altas podem causar danos ao interior do grão, prejudicando a qualidade sensorial do café.

2. Secagem muito rápida

Quando a secagem ocorre de forma muito acelerada, pode haver formação de tensões no interior do grão, causando defeitos.

3. Falta de controle da taxa de secagem

A velocidade com que a água é removida do grão precisa ser controlada para preservar a integridade do café.

4. Mistura de cafés em diferentes estágios

Misturar lotes com diferentes níveis de umidade pode gerar secagem desuniforme.

5. Falta de monitoramento do processo

Sem monitoramento adequado de temperatura e tempo de secagem, o produtor perde controle sobre o processo.

A boa notícia é que todos esses problemas podem ser evitados quando o produtor compreende melhor como funciona a secagem do café.

No curso Do Verde ao Ouro, são apresentados os fundamentos técnicos da secagem e estratégias para conduzir o processo de forma segura e eficiente.

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Quanto custa realmente secar uma saca de café?

Publicado em 8 março, 2026

A secagem do café é uma das etapas mais importantes da pós-colheita. No entanto, muitos produtores ainda não sabem exatamente quanto custa secar uma saca de café.

Em muitas propriedades, os custos da secagem acabam ficando “escondidos” dentro da operação da fazenda.

Quando analisamos o processo com mais atenção, percebemos que diversos fatores influenciam diretamente no custo da secagem:

  • consumo de lenha ou combustível
  • consumo de energia elétrica
  • tempo de funcionamento do secador
  • capacidade e eficiência do equipamento
  • mão de obra envolvida no processo
  • perda de qualidade causada por secagem inadequada

Dependendo da eficiência do sistema utilizado, o custo da secagem pode variar significativamente entre propriedades.

Em sistemas pouco eficientes, o produtor pode estar gastando muito mais energia do que imagina para secar cada saca de café.

Além disso, uma secagem mal conduzida pode gerar:

  • perda de qualidade sensorial
  • redução no valor de venda do café
  • maior risco de defeitos no lote

Por outro lado, quando o processo é bem controlado, o produtor consegue reduzir custos e preservar a qualidade do café.

A cafeicultura moderna exige que o produtor conheça não apenas o custo da lavoura, mas também o custo do pós-colheita.

No curso Do Verde ao Ouro, são apresentados os principais fatores que influenciam o custo da secagem e como calcular de forma prática o custo por saca.

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Do Verde ao Ouro: por que a secagem do café pode definir o sucesso da sua safra

Publicado em 8 março, 2026

Todos os anos milhares de produtores trabalham intensamente durante meses para produzir um bom café.

Preparam o solo, manejam a lavoura, cuidam da nutrição das plantas, acompanham a colheita e investem cada vez mais em tecnologia no campo.

Mas existe uma etapa que ainda hoje define o sucesso ou o fracasso de muitas safras.

secagem do café.

Poucos processos no pós-colheita têm tanto impacto na qualidade final do café quanto a forma como o grão é seco.

Um café bem produzido pode perder qualidade em poucas horas de secagem mal conduzida.
Da mesma forma, um processo bem controlado pode preservar todo o potencial do café e agregar valor ao produto final.

O que muitos produtores ainda não sabem sobre a secagem

Ao visitar fazendas de café em diferentes regiões produtoras do Brasil ao longo de mais de 15 anos, uma realidade se repete:

Muitos produtores ainda conduzem a secagem baseados apenas na experiência ou em práticas tradicionais, sem conhecer profundamente:

  • taxa correta de secagem do café
  • o impacto da temperatura no interior do grão
  • os custos reais da secagem mecânica
  • o consumo de lenha, palha e energia elétrica por saca
  • as diferenças de secagem entre cafés naturais, cereja descascado e especiais

Essas variáveis influenciam diretamente:

  • qualidade sensorial do café
  • rendimento da safra
  • custo de produção
  • valor final do café no mercado

A secagem deixou de ser apenas uma etapa operacional.

Hoje ela é uma decisão estratégica dentro da fazenda.

Do Verde ao Ouro: conhecimento aplicado à pós-colheita

Foi a partir dessa experiência prática, visitando propriedades e acompanhando produtores no dia a dia da secagem, que nasceu o curso “Do Verde ao Ouro”.

O objetivo é simples:

Ensinar de forma clara e prática como conduzir a secagem do café com eficiência, qualidade e controle de custos.

No curso são abordados temas fundamentais para quem deseja evoluir no pós-colheita:

  • Secagem de alta performance
  • Custos e precificação da secagem
  • Os segredos da secagem intermitente
  • A taxa de secagem ideal do café
  • Receitas de secagem para diferentes tipos de café
  • Secagem de cafés especiais
  • Estrutura e comportamento do grão de café durante a secagem

O conteúdo foi desenvolvido para que o produtor entenda o processo de forma completa, desde a estrutura do grão até a gestão energética do secador.

Café de qualidade exige processo

A cafeicultura moderna está cada vez mais orientada por dados, gestão e tecnologia.

Produtores que dominam os processos da pós-colheita conseguem:

  • reduzir perdas de qualidade
  • melhorar a padronização do café
  • otimizar custos de energia e combustível
  • aumentar o valor agregado da produção

No final das contas, produzir café de qualidade não depende apenas da lavoura.

Depende também de não estragar, no secador, aquilo que a natureza produziu no campo.

Quer entender como transformar seu café do verde ao ouro?

Se você deseja compreender melhor os conceitos técnicos e econômicos da secagem do café, conheça o curso completo:

👉 https://campotech.com/do-verde-ao-ouro/

O conteúdo foi desenvolvido especialmente para produtores que querem evoluir na gestão da pós-colheita e produzir cafés de maior valor agregado.

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Café Intenso 2026 – Gustavo Rennó

Publicado em 8 março, 2026

A Atualização

Prestes a iniciar a safra 2025/26, o influenciador digital e engenheiro agrônomo Gustavo Rennó reuniu produtores para um painel completo sobre a cadeia do café — do plantio à xícara.

Mais de 150 produtores participaram, no último sábado (07/03), de um evento técnico que contou com mais de 12 horas de palestras especializadas, abordando diferentes aspectos da cafeicultura moderna.

Entre os palestrantes convidados esteve Rodrigo Mira, CEO e fundador da Campotech, que apresentou aos produtores uma síntese de 15 anos de experiência visitando fazendas de café em diversas regiões produtoras do Brasil.

Do Verde ao Ouro: a ciência da secagem do café

Durante uma apresentação de 30 minutos, Rodrigo abordou o tema “Do Verde ao Ouro, destacando um dos processos mais críticos do pós-colheita: a secagem mecânica do café.

Entre os principais pontos discutidos estiveram:

  • os custos envolvidos na secagem mecânica
  • a importância da secagem uniforme e controlada para preservar a qualidade do café
  • o impacto do custo da lenha, da palha e da energia elétrica no processamento de cada saca de café

Rodrigo destacou que a secagem é uma das etapas que mais influenciam o resultado final do café, podendo determinar tanto a preservação quanto a perda de qualidade do produto.

Tecnologia aplicada à pós-colheita

Ao longo de sua trajetória, Rodrigo Mira se especializou na automatização dos processos de secagem de café, participando do desenvolvimento tecnológico de controladores e sensores digitais da Campotech.

Atualmente, atua diretamente na implantação de projetos personalizados de automação para cafeicultores, ajudando produtores a melhorar eficiência, controle e qualidade na pós-colheita.

Cafeicultura moderna exige gestão

A cafeicultura moderna exige cada vez mais gestão, tecnologia e informação para que o agronegócio do café permaneça competitivo.

Controlar custos, monitorar processos e tomar decisões baseadas em dados são fatores essenciais para agregar valor à produção e fortalecer toda a cadeia produtiva.

Curso online: Do Verde ao Ouro

No curso online “Do Verde ao Ouro”, Rodrigo Mira apresenta de forma didática, prática e objetiva os conceitos essenciais para que produtores compreendam profundamente os processos e custos envolvidos na secagem mecânica do café.

Entre os temas abordados estão:

  • Secagem de alta performance
  • Custos e precificação da secagem
  • Os segredos da secagem intermitente
  • Os segredos da taxa de secagem
  • Receitas de secagem para diferentes tipos de café
  • A taxa de secagem do café especial
  • A estrutura do grão de café

Para conhecer todos os conteúdos do curso, acesse:
https://campotech.com/do-verde-ao-ouro/

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Safra 2026, preços futuros e o novo equilíbrio da rentabilidade no café?

Publicado em 7 fevereiro, 2026


Mercado de café 2026: o que muda com a nova projeção da CONAB

O primeiro levantamento da CONAB, divulgado em 05/02, projeta que a safra brasileira de café em 2026 deve alcançar 66,2 milhões de sacas, um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo 2025.

Mesmo sem café físico no mercado, essa expectativa já provocou reação: os preços futuros começaram a se ajustar para baixo, refletindo a precificação antecipada de maior oferta.

Por que os preços futuros reagem antes da colheita?

O mercado de commodities opera sobre expectativa.

Investidores e indústrias ajustam posições com base em projeções de oferta e demanda — não na safra colhida.

Fontes internacionais como Bloomberg e Yahoo Finance indicam que o mercado passou a:

  • antecipar maior disponibilidade de café em 2026
  • reduzir posições compradas
  • pressionar as cotações futuras, mesmo sem entrada física do produto

👉 Isso explica por que o preço reage antes do produtor ver qualquer mudança no campo.

Rentabilidade do café disparou nos últimos 5 anos

O mercado de commodities opera sobre expectativa. Investidores e indústrias ajustam posições com base em projeções de oferta e demanda — não na safra colhida.

Fontes internacionais como Bloomberg e Yahoo Finance indicam que o mercado passou a:

  • antecipar maior disponibilidade de café em 2026
  • reduzir posições compradas
  • pressionar as cotações futuras, mesmo sem entrada física do produto

👉 Isso explica por que o preço reage antes do produtor ver qualquer mudança no campo.

 Rentabilidade do café disparou nos últimos 5 anos

Segundo o Anuário Café 2025 – Campo & Negócios, a rentabilidade média por saca de 60 kg saiu de R$ 100,00 em 2020 para cerca de R$ 2.100,00 em 2025, uma variação próxima de 2.000%.

Em 2024, a saca chegou a R$ 3.000,00, marcando um recorde histórico.

Esse movimento foi impulsionado por:

  • oferta global restrita
  • eventos climáticos recorrentes
  • recomposição lenta de estoques
  • forte demanda internacional

 Custos de produção também subiram (e muito)

O avanço da receita veio acompanhado de custos crescentes, pressionados por:

  • insumos
  • mão de obra
  • energia
  • irrigação
  • tecnologia

Em 2024, os custos médios por saca variaram entre R$ 700,00 e R$ 1.000,00, dependendo da região.

Isso mostra que preço alto não garante margem — eficiência passou a ser determinante.

H2 – As previsões do mercado se confirmaram?

✔️ Sim.

As análises publicadas nos anuários de 2024 e 2025 da Campo & Negócios anteciparam corretamente:

  • valorização dos preços
  • aumento da volatilidade
  • riscos estruturais da oferta global

Eventos pontuais, como o tarifaço dos EUA em 2025, tiveram impacto limitado no curto prazo. O que realmente moveu o mercado foram os fundamentos.

O novo jogo do café: eficiência do campo ao pós-colheita

Com preços mais voláteis e custos elevados, o produtor precisa atuar onde ainda há controle:

  • redução de perdas
  • padronização
  • qualidade
  • eficiência energética

👉 É nesse ponto que pós-colheita e secagem deixam de ser custo e passam a ser estratégia de margem.

Todo o conteúdo deste artigo foi desenvolvido e escrito por Rodrigo Mira, com base em sua expertise e experiência de mais de uma década no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio do café.
A inteligência artificial foi utilizada exclusivamente para apoio na diagramação, estruturação do texto e criação das imagens ilustrativas.

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Fermentação de Cafés: História, Ciência e Inovação

Publicado em 24 novembro, 2025

Nos últimos anos, a fermentação de cafés deixou de ser apenas um processo auxiliar na remoção da mucilagem e se tornou um dos pilares da busca por cafés especiais de alto valor agregado.
A combinação entre ciência, manejo pós-colheita e inovação tecnológica criou um novo horizonte para produtores que desejam diferenciar seus lotes, conquistar preços superiores e acessar mercados mais exigentes.

A fermentação de cafés na América Central: onde tudo começou

A América Central é o berço da fermentação de cafés. Países como Costa Rica, Guatemala e Panamá utilizam o processo lavado desde o século XIX, quando a remoção da mucilagem via fermentação se tornou padrão para exportação.
Inicialmente nos sistemas lavados os produtores da América Central utilizavam a fermentação como uma maneira mais eficiente para quebrar as pectinas e perceberam que ajustes no tempo e nas condições de fermentação modificavam o sabor.
O “boom” das fermentações experimentais ocorreram nos anos 2000, com o crescimento do mercado de cafés especiais, conhecido como a “terceira onda” quando os consumidores procuravam maior qualidade e diferenciação de aromas e sabores, nesse momento a fermentação começou a ser explorada como ferramenta sensorial.
O divisor de águas foi o Panamá, especialmente com o Geisha e as técnicas de carbonic maceration importadas do vinho.

A evolução da fermentação de cafés no Brasil

O Brasil, maior produtor mundial, sempre foi reconhecido pelos cafés naturais secados ao sol ou em terreiros suspensos. Por muito tempo, a fermentação era associada a defeitos.
Até que em 2005 o Café com maior pontuação já registrada na história do Cup of Excellence (CoE) que é um café natural, alcançou o recorde de 95,85 pontos produzido na Fazenda Santa Inês na região da Mantiqueira de Minas o qual permanece imbatível até hoje na pontuação geral do concurso.
Com a profissionalização das competições e o surgimento do mercado interno de qualidade, produtores brasileiros passaram a experimentar novas metodologias.

Com o apoio de instituições como EPAMIG, IFSULDEMINAS, UFLA E UFV que aprofundaram o estudo na dinâmica microbiana, composição da mucilagem brasileira, impacto de altitude e variedade, segurança microbiológica e uso de inoculantes o Brasil entrou na era da fermentação projetada.

A fermentação controlada passou a ser uma opção aos produtores que buscam produzir cafés exóticos e únicos com ganhos financeiros diferenciados assim como um produto de valor agregado que atende uma clientela crescente e exigente.
Os microrganismos presentes no fruto do café compreendem uma grande variedade de bactérias, leveduras e fungos filamentosos.
Esses microrganismos são capazes de produzir enzimas que degradam a pectina, reduzindo a camada de mucilagem do fruto. Além disso, são capazes de produzir moléculas que contribuem para a formação do sabor e aroma da bebida. (Informe Agropecuário., V.45, n. 327, p.67-73, 2024).

Tecnologias e Inovações aplicadas na fermentação dos Cafés

O uso das tecnologias e inovações fez com que a a relação da fermentação com não estivesse mais relacionada com a baixa qualidade como era no passado.
Com a ausência de tecnologia o processo é desconhecido por não haver monitoramento.
As inovações do processo fermentativo que estão interligadas à melhoria da qualidade da bebida, inclui técnicas de fermentação, biorreatores e culturas iniciadoras.

A fermentação do Café é um processo bioquímico resultante da conversão dos carboidratos em metabólitos primários, tais como ácidos e etanol, seja na presença ou na ausência de oxigênio (O2). (Informe Agropecuário., V.45, n. 327, p.67-73, 2024).
Das contribuições da fermentação o aumento dos compostos precursores do sabor e aroma com a modificação do perfil sensorial da bebida são as que mais tem relevância no business.

Em todos os processos fermentativos, a duração da fermentação varia de acordo com a temperatura e condições ambientais.
Um dos métodos mais utilizados são as bombonas de 200 litros, onde a “tecnologia” de controle e monitoramento é muito rudimentar.
Na maioria das vezes essas são reaproveitadas da importação de azeitonas de países da América do Sul, como Chile e Argentina, e geralmente feitas de polietileno de alta densidade (PEAD).
São recipientes reaproveitados pelo baixo custo, mas que impossibilita o produtor a garantir repetibilidade, que é capacidade de obter resultados consistentes e sucessivos sob as mesmas condições.
Se tratando de manipulação de alimentos, mesmo que não haja uma portaria da ANVISA específica para a fermentação de cafés, a higiene, boas práticas e contaminação são pontos vulneráveis a esse tipo de material.

Riscos em recipientes não controlados.

Os tanques plásticos (bombonas) e tanques de aço inoxidável que não possuem sistemas automatizados para controle da temperatura, estão sujeitos as variações de temperatura ambiente, ou seja, a variável clima influencia diretamente no processo e na maioria das vezes de forma negativa, vejamos:

A temperatura ambiente durante a safra nas regiões produtoras de cafés arábica do Brasil costuma ser amena, entre 18°C e 23°C.
O processo de fermentação se inicia a partir de 18°C e a partir desse ponto, a temperatura não pode mais retroceder até a fermentação ser concluída.
Quando a temperatura oscila, o tempo de fermentação se estende, pois as leveduras diminuem a metabolização.
Não é por acaso que em recipientes sem controle de temperatura, o tempo de fermentação pode variar de 7 a 10 dias.
Quando o recipiente onde a fermentação acontece não possui um controle automatizado da temperatura, as variações ficam sujeitas ao clima, a noite a temperatura desce de 18°C e isso faz com que a metabolização diminua.
Durante o dia com a exposição direta ao sol, a temperatura interna pode ultrapassar 35°C que representam um ponto crítico na fermentação de cafés.
A partir desse limite, ocorrem mudanças biológicas, químicas e sensoriais que podem comprometer o lote.
Ao ultrapassar 35°C, ocorre um deslocamento ecológico: bactérias acéticas e láticas assumem o ambiente
as leveduras perdem competitividade.

Tempo de fermentação e produtividade.

O tempo de fermentação em recipientes plásticos ou em aço inoxidável sem controle de temperatura pode variar de 7 a 10 dias conforme citado anteriormente, considerando 1000 litros de café para o processo fermentativo com recipientes de 200 litros, o produtor precisará de 5 recipientes onde o café será colocado.

O primeiro ponto de observação é a movimentação dos recipientes, considerando que em dias quentes sem nuvens no céu as bombonas precisarão ser movimentadas para a sombra e em manhãs frias para o sol, esse deslocamento já se torna um ponto de observação importante.
E será necessário mão de obra disponível para tal movimentação de 2h por dia, com um custo estimado total incluindo encargos de R$ 19,32 ao dia e ao mês R$ 579,60.
O volume de 1000 litros de cafés fermentados ao final do beneficiamento é aproximadamente 2 sacas de 60Kg.
Levando em consideração 7 dias de fermentação, na janela disponível de cafés aptos para a fermentação (café maduro) de aproximadamente 60 dias o produtor poderá realizar no máximo 9 bateladas.

Em um sistema de temperatura controlada, o tempo de fermentação reduz em aproximadamente 60%, ou seja, o que levaria 7 dias pode ser feito em apenas 3.
Assim a janela de fermentação dobra, podendo ser feito até 20 bateladas, e isso incrementa o número final sacas, de 18 sacas para 40.

A repetibilidade e homogeneidade em um processo de fermentação só é possível em ambientes com a temperatura controlada e isso é tão importante quanto a fermentação, a possibilidade de repetir lotes é um diferencial para retenção de clientes, valorização e padronização do produto final.

Cafés fermentados: o nicho que paga mais por quem domina o pós-colheita

Enquanto o café commodity serve de referência para o mercado, um outro jogo está acontecendo em paralelo. O dos cafés fermentados. Nesse nicho, não se vende apenas a saca, mas os atributos sensoriais e a história de cada produtor.
Hoje é um dos segmentos mais dinâmicos e lucrativos do mercado de cafés especiais, onde a concorrência é menor o valor agregado se torna um diferencial bem atraente.

Os cafés fermentados podem agregar de +R$300 a R$1.700 por saca de 60kg, isso coloca a fermentação dentro de um contexto realista e extremamente competitivo.
Veja a figura abaixo dos valores com base nos últimos leilões, negociações privadas, cooperativas e plataformas de cafés especiais por saca e por tipo de fermentação.

O primeiro fermentador digital de cafés do mundo

A Campotech saiu na frente ao lançar em 2021 o primeiro fermentador digital de cafés do mundo, o Jacu Digital ®.
A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Polo de Inovação Agroindústria do Café IFSULDEMINAS (https://poloembrapii.ifsuldeminas.edu.br), SEBRAE, EMBRAPII e Campotech.

O Jacu Digital é um bioreator 100% automatizado em aço inox, possui sensores digitais de temperatura e CO2 para o controle preciso do processo de fermentação, através da tecnologia embarcada é possível criar a curva de fermentação e saber o ponto onde o processo se encontra.
Possui display de interface com o usuário touch screen para navegação e acesso as receitas de fermentação, variáveis do processo, visualização completa das etapas de automação.
Com o uso da tecnologia desenvolvida e patenteada o processo pode ser repetido com segurança e padronização, a Campotech fabrica o tanque nos tamanhos de 1380, 2500 e 5000 litros.
Saiba mais através do link https://www.youtube.com/watch?v=vHLE7KQ4sww.

Todo o conteúdo deste artigo foi desenvolvido e escrito por Rodrigo Mira, com base em sua expertise e experiência de mais de uma década no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio do café.
A inteligência artificial foi utilizada exclusivamente para apoio na diagramação, estruturação do texto e criação das imagens ilustrativas.

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Rodrigo Mira de Oliveira é um empreendedor apaixonado pela inovação no agronegócio. Com mais de uma década de experiência, ele alia conhecimento técnico, visão estratégica e compromisso com a transformação digital no campo. Fundador da Campotech, Rodrigo lidera um projeto que tem como propósito levar soluções em tecnologia digital e equipamentos para automação agrícola, com foco especial na pós-colheita do café e na eficiência operacional das fazendas.

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